Quase um ano e meio depois, como anda o Auxílio Emergencial?

Em 2 de abril de 2020 foi publicada a Lei de nº 13.982/2020, que deu origem ao projeto de distribuição de renda que ficou popularmente conhecido como “Auxílio Emergencial”.

A iniciativa tinha um objetivo muito claro, ajudar a população brasileira sem renda fixa a lidar com as dificuldades econômicas causadas pela pandemia de Covid-19. 

A princípio os pagamentos das parcelas de R$600,00 deveriam ocorrer durante apenas três meses, mas a pandemia foi se prolongando por muito mais tempo que o previsto e o Auxílio Emergencial também precisou ser esticado cada vez mais.

Durante muito tempo o Auxílio Emergencial era o assunto que dominava a economia brasileira. Mas hoje, um ano e cinco meses depois, o Auxílio dificilmente rende manchetes importantes nas capas dos jornais.

Há alguns motivos que explicam o desinteresse no assunto. Certos setores da economia estão, lentamente, retomando as suas atividades; o número de microempreendedores individuais vem crescendo e o desemprego, apesar de ainda atingir mais de 14 milhões de brasileiros, registrou uma diminuição no segundo trimestre de 2021, de acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Como está o Auxílio atualmente?

Como o Auxílio Emergencial não é mais o centro das atenções no Brasil, há muita gente que acha que ele deixou de existir. Mas o fato é que o dinheiro distribuído pelo projeto segue sendo essencial para diversas famílias.

Mas afinal, como está o Auxílio Emergencial nos dias de hoje?

Se compararmos os dados de 2020 e 2021 vamos entender o motivo do Auxílio não ser mais tão falado como foi no passado. A começar pelo valor que está sendo pago.

Em 2020 as parcelas eram de R$600, já em 2021 o valor caiu para:

  • R$250 para famílias;
  • R$375 para famílias monoparentais dirigidas por uma mulher;
  • R$150 para pessoas que moram sozinhas.

As parcelas de menor valor são apontadas pelo próprio Governo Federal como a principal razão por outra diminuição: a do número de pessoas beneficiadas.

Em 2020 cerca de 68,2 milhões de brasileiros receberam ao menos uma parcela do Auxílio. Como as parcelas ainda estão sendo pagas em 2021, não existe um número oficial de indivíduos beneficiados este ano, mas as principais projeções apontam para algo na casa de 39,8 milhões. Isso seria 28,4 milhões de pessoas a menos. 

Para se ter uma ideia, a diminuição do número de beneficiados é maior do que toda a população do Estado de Minas Gerais, o segundo maior do país. A estimativa é do movimento Rede Renda Básica que Queremos.

Em termos financeiros a queda dos números é ainda mais brusca. Em 2020 o Governo Federal investiu R$292,9 bilhões com o Auxílio Emergencial, já em 2021 o valor caiu para R$44 bilhões. Estes valores foram divulgados pelo Ministério da Economia e da Cidadania.

O Auxílio ainda é necessário?

Apesar do avanço da vacinação tornar a perspectiva econômica um tanto mais positiva, o bolso do cidadão comum não reflete essa melhora. Itens da cesta básica tiveram um aumento de preço brusco nos últimos meses em praticamente todos os estados. 

Outros custos do dia a dia, como a gasolina e o gás de cozinha, também vêm registrando aumentos históricos. O motivo para esses preços nas alturas é uma junção de fatores que engloba o preço do dólar e o fraco desempenho das indústrias, severamente atingidas pela pandemia de Covid-19.

Com isso tudo em vista é possível dizer que, para aquelas famílias sem fontes de renda fixas, o Auxílio Emergencial segue sendo indispensável, mesmo que o seu valor seja de, aproximadamente, metade do preço de uma cesta básica.

Como está o calendário do Auxílio Emergencial?

O calendário da distribuição das parcelas é algo que gera muitas dúvidas desde o início do Auxílio Emergencial, lá em abril do ano passado. Os pagamentos seguem sendo feitos de acordo com o mês de aniversário do beneficiado.

Essa semana, no dia 31 de agosto, foi paga a quinta parcela daqueles nascidos no mês de dezembro. A próxima data para ficar de olho é o dia 21 de setembro, quando se iniciam os pagamentos da sexta parcela para quem nasceu no mês de janeiro.

Vale lembrar que as datas divulgadas pela Caixa Econômica Federal são referentes ao depósito do valor no Aplicativo Caixa Tem. Para saques, o dinheiro estará disponível em agências da Caixa cerca de duas semanas depois da data de depósito no app.

Para conferir o calendário completo é só clicar aqui!

Problemas para receber o Auxílio

Essa é uma das poucas coisas que não mudou de 2020 para cá.

Os depósitos no Caixa Tem são feitos em dia, mas conseguir acesso a eles é uma verdadeira missão. O Aplicativo Caixa Tem é pesado e lento, além disso é necessário enfrentar uma “fila de espera virtual” para ter acesso ao seu dinheiro. Quando o usuário finalmente consegue acessar o aplicativo se depara com uma série de erros e processos confusos na hora de tentar fazer pagamentos e transferências.

Com tanta burocracia, muitos beneficiados optam por sacar o seu dinheiro presencialmente. O que também pode ser difícil e levar muito tempo, já que o atendimento das agências da Caixa não costuma ser lá dos mais eficientes.

Uma dica para quem está passando por este sofrimento é usar a Conta Zap. Não precisa baixar aplicativo nenhum, basta transferir o dinheiro do Auxílio Emergencial para a sua Conta Zap gratuita. Com ela você usa o Pix e faz pagamentos e transferências em no máximo 10 segundos. 

Além disso, dá para fazer recargas de celular e pagar boleto, além de vários outros serviços. E o melhor, tudo 100% pelo WhatsApp e com zero burocracia. Abrir a sua conta leva menos de dois minutinhos. É só clicar aqui:

Quem pode receber o Auxílio?

Não é mais possível se cadastrar para o Auxílio. 

Hoje, recebem o benefício todos aqueles que já eram eletivos e estavam devidamente cadastrados em dezembro de 2020. Mas é importante destacar que o Ministério da Cidadania, junto a Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência (Dataprev), realiza um monitoramento constante para garantir que todos aqueles que recebem o Auxílio ainda permanecem eletivos para tal benefício.

Algumas das condições para recebimento do benefício são:

  • Não ter emprego formal ativo
  • Não receber benefícios previdenciários ou outras formas de ajuda financeira do Governo Federal (Exceto Bolsa Família e abono salarial)
  • Não ter renda familiar mensal por pessoa acima de meio salário mínimo (R$1.100,00 em 2021)
  • Ser cidadão brasileiro e residir no país
  • Ter mais de 18 anos, exceto mães adolescentes

Para conferir a lista completa de condições, acesse o site da Caixa Econômica Federal.

Gostou deste artigo? Esperamos ter esclarecido as suas dúvidas. Aqui no Blog da Conta Zap sempre tem conteúdos novos e interessantes para o dia a dia, vale a pena ficar de olho!

Até a próxima!

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